A
primeira vez que ouvi o termo software livre foi há cinco anos atrás quando estudante
de Pedagogia na Faculdade de Educação da UFBA. Ouvi o professor Nelson Pretto
defender com entusiasmo a sua utilização em defesa da liberdade e senso de comunidade dos usuários, a partir de uma filosofia que implica em outro modo de produção
e utilização dos bens culturais.
O
Movimento do software livre teve seu inicio a partir dos anos de 1980 nos EUA, fruto da insatisfação de alguns desenvolvedores de sistemas operacionais frente as limitações impostas
por empresas com o uso de contratos de licença de software. Richard Stallman, empenhou-se
por desenvolver um sistema operacional compatível, escapando assim, das
restrições impostas pelas empresas dos chamados software proprietário, criou o GNU e mais adiante fundou a Free software Foundation https://www.fsf.org/about/. Cabe
ressaltar que esse movimento abrangeu Pesquisadores, ativistas e
desenvolvedores, em diversas partes do mundo.
Nos anos de 1990, Stallman juntou-se a Linus Torvalds que havia desenvolvido o sistema Linux e, posteriormente, criaram o
sistema operacional GNU/Linux.
A esse de conceito software livre significa dizer que os usuários tem a liberdade de executar, copiar, distribuir, estudar, mudar e melhorar o sotfware, cabe ressaltar que o fato de ser livre não significa que seja grátis.
Valorizar a produção e qualificação do conhecimento a partir de um novo paradigma de desenvolvimento sustentado e de uma nova postura que insere a questão tecnológica no contexto da construção de mundo com inclusão social e igualdade de acesso aos avanços tecnológicos. Esse é o conceito, aqui no Brasil, da Associação Software Livre.org, que reúne universidades, empresários, poder público, grupos de usuários, hackers, ONG's e ativistas pela liberdade do conhecimento pela promoção do uso e do desenvolvimento do software livre como uma alternativa de liberdade econômica, tecnológica e de expressão.
Valorizar a produção e qualificação do conhecimento a partir de um novo paradigma de desenvolvimento sustentado e de uma nova postura que insere a questão tecnológica no contexto da construção de mundo com inclusão social e igualdade de acesso aos avanços tecnológicos. Esse é o conceito, aqui no Brasil, da Associação Software Livre.org, que reúne universidades, empresários, poder público, grupos de usuários, hackers, ONG's e ativistas pela liberdade do conhecimento pela promoção do uso e do desenvolvimento do software livre como uma alternativa de liberdade econômica, tecnológica e de expressão.
Confesso
que a ideia que tinha sobre alguém modificar programas de computadores era o
que ouvia e lia através dos meios de comunicações, uma ideia deturpada, ignorante e
preconceituosa de que essas pessoas eram Hackers, invasores de sites que envolvia espionagem
digital além de roubo em contas de banco pela internet.
Foi quando ouvi falar em ativismo digital.
Foi quando ouvi falar em ativismo digital.
ÉTICA HACKERS
Conheci os softwares livres
na FACED, durante as aulas ao utilizar os ambientes virtuais de aprendizagem,
tais como Moodle e Plataforma Freire. Cursei
alguns componentes curriculares que me esclareceram mais ainda sobre as
implicações das novas tecnologias e a importância em defender o conhecimento
compartilhado e o papel do professor nessa política implicada de difundir o
conhecimento em defesa de uma cultura de compartilhar obras criativas e
intelectuais no âmbito da internet. Surge
para mim outro conceito que parte do princípio de que o conhecimento deve ser
disponibilizado livremente para o desenvolvimento da humanidade.
CREATIVE COMMONS
Reconheço
que existe um interesse político econômico mundial em escamotear e deturpar o
conceito de software
livre, já que a total publicização e uso
mais efetivo da sociedade em usar esses programas implicaria em desestabilizar lugares de controle do saber poder
estabelecidos pela política de dominação.
Atualmente,
em que pese a existência de uma política pública através do Programa
Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo),
em que utiliza software livre (Linux Educacional 18) nos laboratórios das escolas públicas e dos
Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE) em todo Brasil, ainda encontramos
resistência por parte de professores, pela crença de que o software livre não funciona, é difícil de
operar e não é seguro.
Mesmo com o empenho de
vários setores da sociedade em difundir o conceito e a utilização de software
livre no Brasil, percebo que no âmbito de muitas escolas ainda existe a desinformação, além
das dificuldades instrumentais de usos, acesso e conhecimento de programas livres.
Diante do movimento contra a difusão do conhecimento e da autonomia dos usuários , imposto pelo mercado capitalista, cabe a nós educadores e ativistas sociais aceitar o desafio de transpor o conceito
filosófico da ética hackers, por exemplo, para o espaço da escola, através da qualificação de profissionais na
perspectiva de emancipar estudantes e a
comunidade escolar, no que Paulo Freire (1997) denomina emancipação, ou seja, a
educação como um instrumento imprescindível de transformação da sociedade que possibilita ao estudante apropriar-se da
realidade e transformar-se em agente da sua própria história, atuante e
consciente do seu saber fazer no mundo.
Referências:
BENKLER, Y. A economia política
dos commons. In: SILVEIRA, S (Org.). A comunicação digital e a construção
dos commons: redes virais, espectro aberto e as novas possibilidades de
regulação. São Paulo: Perseu Abramo, 2007.
BONILLA, Maria Helena. Software
Livre e Educação: uma relação em construção. PERSPECTIVA, Florianópolis, v.
32, n. 1, 205-234, jan./abr. 2014.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia. São
Paulo: Paz e Terra, 1997.


No meu bairro em Cruz das Almas foi instalado um Centro de Cidadania Digital (CDC) é um projeto do Governo do Estado, se não me engano. Os computadores operam com o Linux e os cursos são pensados a partir do Linux. Mas sempre se faz uma analogia aos sistemas operacionais privados, como se usasse o Linux, por não haver outra possibilidade, mas o objetivo é final é usar o windows. É um desafio!
ResponderExcluirConcordo Rafael. É um grande desafio mudar esse paradigma de que os softwares proprietários são melhores, mais fáceis, etc,etc.. A gentes acaba se acostumando e nem se dá conta o quanto estamos sendo manipulados. Ah, obrigada pela visita! Valeu!
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